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Participação no concurso público do Museu Nacional da Resistência e Liberdade

  • Foto do escritor: Manuel Abreu e Lima, Arquitecto
    Manuel Abreu e Lima, Arquitecto
  • 1 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura

Concurso público de concepção e elaboração do Museu Nacional da Resistência e Liberdade, promovido pela Direcção Geral do Património Cultural e assessoria técnica da Secção Regional Sul da Ordem dos Arquitectos.



O projecto para o Museu Nacional da Resistência e da Liberdade teve como ponto de

partida a recuperação e a adaptação dos edifícios da Fortaleza e da Prisão Política de

Peniche, classificado como Monumento Nacional desde 1938, e foi pensada e desenhada por Ângela Brandão Moreira, Inês Vieira, João de Brito Graça, Leonardo Abreu e Lima e Maria Isabel Mendonça.


Pressupôs uma intervenção cuidada e realista dos interiores dos edifícios, de

modo a permitir uma articulação funcional do novo programa com o universo de meios

e infra-estruturas necessárias ao museu. A solução proposta revela o palimpsesto das

sucessivas intervenções, ao longo dos tempos, dialogando com um conjunto de novos

elementos necessários para a exposição dos conteúdos temáticos.


“A solução proposta revela o palimpsesto das sucessivas intervenções, ao longo dos tempos, dialogando com um conjunto de novos elementos necessários para a exposição dos conteúdos temáticos".

«A ampliação das funções do museu, relacionada com o lugar e com o desenvolvimento

arquitectónico, tende a exigir o equacionamento das vocações e dos valores aplicados ao

novo programa. De modo a realizar um diálogo cultural mais intenso com o público, a exibição de conteúdos temáticos, para além de ligada à própria requalificação e reconversão dos espaços, irá recorrer a sistemas de comunicação actualizados e interactivos. Rectificando o conceito que dominou a museografia tradicional, os novos espaços apresentarão não só obras de arte e ambientes relacionados com a musealização das antigas funções – aplicando o conceito de museu in situ -, como implicam que existam áreas de investigação e de reserva/preservação de documentação própria.

As obras de arte, conteúdos informativos, arquitectura e documentação em acervo surgem,

assim, valorizados pelo projecto de musealização e consequente entendimento que se propõe do território como incentivo firme para o desencadeamento da requalificação urbana

e do desenvolvimento local.

Neste quadro complexo de futuras intervenções, que ultrapassam o que é aqui proposto

do ponto de vista do projecto, consideramos a musealização e a adaptação ao novo programa uma acção integrada do projecto de arquitectura contemporânea com a problemática de intervenção no património – diegese da memória e do futuro da Fortaleza de Peniche.» [1]


[1] Da Memória Descritiva e Justificativa apresentada.

 
 
 

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